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A história da Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina remonta desde a data de sua fundação em 1933, inicialmente como Disciplina do Departamento de Tocoginecologia e a partir do ano de 2000, como Departamento de Obstetrícia, constituído por três disciplinas: Disciplina de Obstetrícia Fisiológica e Experimental, Disciplina de Patologia Obstétrica e Tocurgia e Disciplina de Medicina Fetal.

O Departamento de Obstetrícia tem sido depositário da experiência e conhecimentos auferidos nestes oitenta anos construídos pelo trabalho, de extrema relevância, de vários professores, médicos e profissionais de saúde e que tem servido para a formação e capacitação de indivíduos que atuam na assistência, ensino e pesquisa em nosso país e no exterior.

Obstetrícia envolve um conjunto de cuidados dedicados à mulher e a sua família, permitindo o planejamento adequado da gestação, parto e puerpério, através de procedimentos padronizados e de qualidade, resguardando a sua saúde materna durante todo este processo. Ao mesmo tempo, estabelece meios desde a concepção, desenvolvimento e crescimento do feto visando a preservação de todas as suas capacidades, preparando-o para a vida após o nascimento. A importância da Obstetrícia é atestada pelo uso dos resultados materno, fetal e neonatal, como indicadores de qualidade de vida e saúde de uma sociedade, assumindo um paralelismo com os cuidados médicos dedicados à população.

A Obstetrícia apresentou evolução expressiva nos últimos anos, tornando-se difícil acompanhar todos os seus avanços nas diferentes áreas do conhecimento. Atualmente enfrenta grandes desafios impostos pelas exigências de qualidade, segurança e satisfação da sociedade, e se vê limitada pelos custos e orçamentos do sistema público de saúde e da medicina suplementar. Neste cenário, a prática obstétrica em nosso país tornou-se complexa exigindo aprimoramento constante e ajustes às normas de auditorias de qualidade.

A segurança na prática obstétrica assume relevância para uma assistência eficiente centrada no bem estar do paciente e de sua família. O desenvolvimento de uma cultura de segurança baseada na liderança dos profissionais, protocolos confiáveis, trabalho em equipe, apoio institucional torna-se fundamental para minimizar as morbidades, morbidades e constrangimentos da assistência perinatal. Para tornar a assistência segura é fundamental a formação adequada dos profissionais na graduação, residência médica e nas especializações associada ao processo de educação continuada com participação dos Conselhos de classe e das Sociedades especializadas. Neste sentido, esperamos estar contribuindo para a capacitação e valorização destes profissionais que, imbuídos de um espírito otimista e inovador, procuram construir um sistema de saúde brasileiro justo e de melhor qualidade voltado para à saúde da mulher e da criança e que seja acessível a todas as pessoas.

Prof. Dr. Antonio Fernandes Moron
Professor Titular do Departamento de Obstetrícia
Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
São Paulo – maio 2013

 

Ainda que tenha havido progressos significativos na área da Obstetrícia com avanços tecnológicos importantes, a satisfação da gestante, no seu atendimento, não atingiu o ideal. De fato, existem pontos a serem pesquisados e compreendidos, mesmo nessa gravidez fisiológica: ainda não se conhece claramente o que desencadeia o parto e nem sempre a via de parto planejada é o que de fato ocorre. A transdisciplinaridade, muito falada na ciência, hoje, com melhor compreensão do ser humano multidimensional, pode contribuir para a obstetrícia. Assim, seguiremos trilhando esse caminho que possibilite cada vez mais, dar mais luz: ao conhecimento e à assistência, não deixando nunca de lado, envolvimento acolhedor dos profissionais às mulheres, nesse momento crítico da vida: a parturição.

Profa. Dra. Mary Uchiyama Nakamura
Professora Titular do Departamento de Obstetrícia
Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
São Paulo – janeiro 2018