Mestrado

2019

Crystiane Hereny dos Santos

Orientador: Prof. Dr. Eduardo de Souza


Título da tese: Interação Materno-Filial E Sua Associação com a Via de Parto

Resumo da tese: Objetivo: Avaliar a qualidade da interação materno-filial por meio do Protocolo de Observação da Interação Mãe-bebê (POIMB 0-6) em relação ao tipo de parto, considerando-se a ocorrência de parto vaginal, cesariana em trabalho de parto e cesariana eletiva. Métodos: Trata-se de um estudo clínico observacional, transversal e prospectivo. A amostra do estudo foi composta de bebês com idade entre 3 a 4 meses e suas respectivas mães com idade entre 20 a 35 anos, primíparas, residentes na cidade de Palmital-SP e Ourinhos-SP. A avaliação da qualidade da interação materno-filial foi realizada a partir da análise de vídeo-filmagens, utilizando-se do Protocolo de Observação da Interação Mãe-bebê de 0 a 6 meses (POIMB 0-6). Resultados: O parto vaginal não apresentou maior pontuação apenas na questão 15 do protocolo (intensidade com que a criança responde positivamente à tentativa de estabelecer uma comunicação). As mães de parto vaginal manifestaram melhor sensitividade, contato visual e comportamento social. Quanto à atenção, o grupo do parto vaginal foi melhor em relação ao grupo de cesárea intraparto. As crianças que nasceram de parto vaginal apresentaram maior sociabilidade, através do contato visual, resposta à comunicação, intensidade da resposta e contato verbal/físico. Há melhor sintonia na díade materno-filiar quando se compara o grupo de parto vaginal em relação ao de cesárea eletiva. Conclusão: Considerando-se a ocorrência de parto vaginal, conclui-se que o a interação entre a díade mãe e filho é quantitativamente maior e qualitativamente melhor quando comparada à ocorrência cesariana intraparto ou eletiva.

Maria de Jesus Alecrim

Orientadora: Profa. Dra. Maria Regina Torloni


Título da tese: Curva glicêmica na gestação: conhecimento, percepção e atitude das gestantes

Resumo da tese: Objetivo: Analisar a experiência de gestantes submetidas ao Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG). Métodos: Fizemos um estudo transversal analítico. Participaram 152 gestantes, entre 24-34 semanas, com feto único e vivo, que estavam fazendo o TTGO pela primeira vez na atual gestação. Avaliamos o conhecimento sobre o TTOG, o desconforto físico (escala visual analógica), o grau de incômodo, a satisfação e a ansiedade (Inventário de ansiedade estado-traço de Spielberger-IDATE) das participantes. Usamos o teste de Friedman para comparar o grau de desconforto físico e a satisfação em três momentos do exame. Valores de p<0,05 foram considerados significativos. Resultados: Cerca de 40% das participantes declararam não saber qual era a finalidade do TTOG e 76% desconheciam o que é diabetes gestacional. Mais de 90% das gestantes tinham níveis de ansiedade-estado moderado ou alto (escores > 31). Houve uma queda significativa nos escores médios do desconforto físico entre os dois primeiros versus o terceiro momento do exame (3,9 + 2,7 e 3,8 + 2,3, versus 2,8 +2,4, respectivamente, p<0,001). Cerca de 47% das gestantes declararam estar muito/extremamente incomodadas com a ingestão da solução de glicose, 22% com as três coletas de sangue e 18% com a necessidade de ficar sentada por duas horas e por ter que fazer jejum. Menos de 40% se sentiam satisfeitas/muito satisfeitas com as informações recebidas sobre a finalidade do TTOG. Houve um aumento significativo no grau de satisfação antes, durante e ao término do TTOG (p<0,001). Conclusão: Uma parcela substancial das gestantes não sabe porque está fazendo o TTOG e está insatisfeita com as informações recebidas. Para mais de 90% das gestantes, a experiência do exame gera um estado de ansiedade moderado a alto, e um grau de desconforto físico moderado. A ingestão da solução de glicose é a etapa do TTOG que mais incomoda as gestantes.

Marisa Victoria Diniz

Orientadora: Profa. Dra. Sue Yazaki Sun


Título da tese: Compreendendo a cultura on-line das mulheres portadoras de doença trofoblástica gestacional (DTG)

Resumo da tese: Objetivos: Esta pesquisa visa compreender e avaliar a eficiência em relação ao processo de assistência e suporte social recebido pelas mulheres portadoras de DTG do grupo da Associação Brasileira de Doença Trofoblástica Gestacional (ABDTG) mediado por uma rede social chamado Facebook® e concluir se o comportamento difere conforme o local de tratamento das mesmas (ou em outros locais). Metodologia: Mesclam-se métodos de estudo transversal, netnográfico, com abordagem quantitativa e qualitativa de visão translacional. Inicialmente realizada observação de forma interpretativa e investigativa para o comportamento cultural da comunidade on-line das frequentadoras da rede social Facebook® do grupo ABDTG analisando o padrão de interação entre as pacientes, bem como entre pacientes e médicos. Na etapa seguinte as frequentadoras do grupo foram convidadas a responder um questionário on-line dividido em três módulos: relacionados à internet, história da doença e perfil socioeconômico, porém com critério de inclusão de ter sido diagnosticada com DTG em algum momento de sua vida e residir no Brasil para o tratamento. As variáveis foram analisadas de forma descritiva mediante a imersão no contexto da rede social analisada com os dados que foram coletados pelo questionário via Google Docs usando Microsoft Excel. As respostas foram divididas em dois grupos para análise estatística: tratadas em centro de referência (PCR) e não tratadas em centro de referência (PNCR). Variáveis quantitativas foram analisadas usando média, desvio padrão, mediana, mínimo e máximo, e o total de observação válidos. Comparação entre os dados quantitativos foram realizados utilizando o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Variáveis qualitativas foram analisadas usando frequência e porcentagem. Para comparar os grupos, quanto às variáveis qualitativas, foram usados os testes de qui-quadrado, o teste exato de Fisher ou a razão de verossimilhança, conforme indicado. O nível de significância foi estabelecido como P<05 para todos os testes. A análise estatística foi conduzida utilizando-se o programa IBM SPSS Statistics version 22(IBM Corp., New York, USA). Resultados: Constatou-se através de processo investigativo que do total de 5.783 membros, 807 eram pacientes de DTG e elegíveis para participar do estudo, 367 responderam o questionário. Onze pacientes, não residentes no Brasil, foram excluídas e a amostra final foi constituída por 44,1% do total de pacientes (356/807). As características demográficas das pacientes do FBDTG não mostraram diferença. A análise das características socioeconômicas PNCR tinham maior nível educacional. Do total, 89% (317/356) das pacientes acessavam a internet preferencialmente de suas casas, usando telefone celular. Facebook® e WhatsApp® foram as redes sociais mais frequentemente usadas pelas pacientes (327/356, 92%). Instagram foi mais usado pelas PNCR (114/180) do que pelas PCR (92/176, P=.03). Os grupos de interesse dessas pacientes no Facebook® foram aqueles que forneciam respostas para seus questionamentos sobre a doença e opções de tratamento (246/356, 69%) e que proporcionavam troca de experiências entre pessoas que tinham um problema ou interesse similares (274/367, 77%). PNCR encontraram o FBDTG por meio de pesquisas na Web (139/180 vs 85/176, P<.001) enquanto PCR mais frequentemente tiveram indicação dos médicos assistentes do CR para acessar o FBABDTG (64/176 vs 32/180, P<.001). PNCR acessaram o FBABDTG por tempo maior que 6 meses (118/180 vs 95/176, P=.03;) e levantaram mais questões sobre o tratamento da DTG (107/180) que PCR (84/176, P=.01. Conclusão: O Facebook® da Associação Brasileira de Doença Trofoblástica Gestacional atua como importante ferramenta de suporte para as pacientes, visto a credibilidade que as pacientes declararam ter nas orientações dadas pelos médicos do grupo. Pacientes com DTG atendidas em locais que não são CR, frequentaram por tempo mais prolongado o FBABDTG e tiveram mais dúvidas acerca da doença, fazendo mais questionamentos.

Vivian Macedo Gomes Marcal

Orientador: Prof. Dr. Luciano M. M. Nardozza


Título da tese: Avaliação Da Vitamina D Nas Gestantes Com Fetos De Peso Abaixo Do Percentil 10

Resumo da tese: Objetivo: Avaliar a dosagem da vitamina D nas gestantes com fetos pequenos para a idade gestacional e com restrição do crescimento fetal. Métodos: Estudo prospectivo transversal do tipo caso-controle, no qual foram selecionadas gestantes, com idade gestacional entre 26 e 36 semanas, com fetos que apresentavam peso adequado para a idade gestacional, pequenos para idade gestacional (PIG) e restrição do crescimento fetal (RCF), diagnosticados por ultrassonografia. Realizamos a dosagem de Vitamina D, que foi avaliada pelo método de quimioluminescência. Além disso, para as variáveis numéricas foi ajustado o modelo de análise de variância com um fator fixo e o método de comparações múltiplas de Tukey; para comparar os grupos quanto às variáveis categóricas foi usado o Teste exato de Fisher. Resultados: Foi coletado o sangue periférico de cem gestantes, sendo que treze casos foram excluídos. Não se observou diferenças estatísticas entre os grupos (p=0,672), porém, observamos maior concentração de vitamina D em gestantes com fetos acometidos pela RCF em relação aos demais grupos (RCF: 24,80 ng/mL vs. PIG: 23,61 ng/mL vs. AIG: 22,47 ng/mL). Conclusão: Não foi encontrada diferença estatística na dosagem de Vitamina D entre os fetos com peso abaixo do percentil 10.

Vivian Melo

Orientador: Prof. Dr. Julio Elito Junior


Título da tese: Predição de peso ao nascimento em gestações gemelares utilizando a fração de volume de braço e coxa por meio da ultrassonografia tridimensional

Resumo da tese: Objetivos: Predizer o peso ao nascimento de gravidezes gemelares utilizando modelos que incluam a fração de volume de membros por meio da ultrassonografia tridimensional (3D). Métodos: Trata-se de estudo prospectivo transversal realizado com 51 gemiligestas com seus partos realizados em um intervalo de até 05 dias após a avaliação ultrassonográfica. Os pesos dos 102 fetos foram estimados a partir da fórmula Hadlock 4 e pelos modelos que utilizavam a fração de volume de membros. Ainda criamos novo modelo que associava fração de volume de braço (AVOL) e coxa (TVOL) para estimativa de peso ao nascimento. Resultados: Considerando a variação percentual em relação ao peso ao nascimento, observamos que para as gestações dicoriônicas, o modelo Hadlock apresentou média de variação de 8,45%, enquanto o modelo TVOL apresentou variação de 6,60%. Para as gestações monocoriônicas, o modelo Hadlock apresentou variação de 5,65%, enquanto o modelo TVOL apresentou variação de 6,65%. Essas diferenças não foram estatisticamente significantes (p=0,363 e 0,678 para dicoriônica e monocoriônica, respectivamente). Conclusão: A estimativa de peso ao nascimento obtida pelas fórmulas que incluíram a fração de volume de membros apresentou concordância excelente com o peso ao nascimento sendo alternativa ao modelo proposto por Hadlock.

2018

Adriana Antunes Moreno

Orientador: Prof. Dr. Nelson Sass


Título da tese: Acompanhamento Psicológico Às Gestantes Hipertensas Através Do Grupo De Sala De Espera: Uma Compreensão Fenomenológica

Resumo da tese: Objetivo: Compreender, sob a ótica fenomenológica, os significados do grupo de sala de espera para as gestantes hipertensas crônicas no Ambulatório de Hipertensão Arterial e Nefropatias na Gravidez da Escola Paulista de Medicina, EPM - UNIFESP. Método: O método utilizado foi o de enfoque qualitativo fenomenológico, fizeram parte deste estudo 9 gestantes com histórico de hipertensão arterial crônica que estivessem participado de no mínimo 3 encontros do grupo de sala de espera com a psicologia, atendidas no período entre dezembro de 2014 a dezembro de 2015. Utilizou-se a pesquisa qualitativa fenomenológica e a análise de discurso para a apreensão dos significados. Resultados: Os resultados apontam para 6 categorias, sendo elas: 1° grupo de sala de espera como local de troca de experiência entre as gestantes; 2° como espaço onde as gestante esclarecem suas dúvidas com profissionais especializados; 3° local de aprendizado sobre a doença hipertensiva; 4°conhecimento sobre os aspectos emocionais do período gestacional e minimização de ansiedades; 5° oportuniza a construção de vínculos; 6° o grupo desencadeia o sentimento de bem-estar entre as gestantes por se sentirem acolhidas. Sentimento de gratidão à equipe de saúde. Conclusão: Concluímos que o grupo de sala de espera possui diversos significados, sendo todos eles importantes na construção da educação em saúde e num ambiente mais humanizado.

Fernanda Lopes

Orientadora: Profa. Dra. Roseli Nomura


Título da tese: Tradução, Adaptação Transcultural E Validação De Questionário Sobre A Satisfação Das Mulheres com o Parto

Resumo da tese: O processo de parto é evento único na vida da mulher e a experiência vivenciada pode influenciá-la de forma positiva ou negativa. A satisfação materna com o parto é pouco estudada no nosso meio e pode influenciar a vivência nesse momento. Objetivos: traduzir, adaptar culturalmente e validar a escala Mackey Childbirth Satisfaction Rating Scale (MCSRS) de satisfação com o parto para o português brasileiro. Métodos: A escala MCSRS apresenta 34 itens em seis subescalas: autoavaliação, 9 itens; parceiro, dois itens; bebê, três itens; enfermeira, nove itens; médico, oito itens; e três itens de satisfação global. Os métodos de tradução, adaptação transcultural e validação do instrumento seguiram os seguintes estágios: (1) tradução e retrotradução do questionário; (2) painel de juízes para validação de conteúdo, pela análise dos seguintes aspectos: clareza, equivalência semântica, pertinência e relevância dos itens; (3) validação de face, pela aplicação a 10 puérperas para verificar a compreensão das assertivas; (4) análise da dimensionabilidade e confiabilidade pela aplicação do questionário a 53 puérperas, com os seguintes critérios de inclusão: idade materna entre 18 e 34 anos; pós-parto com feto vivo; acima de 36 semanas; antes da alta hospitalar e compreensão do questionário. A concordância dos juízes foi avaliada pelo método de Ubersax e análise multinível; a análise de concordância específica e absoluta foi utilizada na validação de face. Para análise da dimensionabilidade foi realizada a análise fatorial exploratória (AFE) e a confiabilidade determinada pelo alfa de Cronbach e ômega de McDonald. Resultados: A versão inicial da escala MCSRS, traduzida para o português brasileiro, analisada pelos juízes, para os critérios clareza, equivalência semântica, pertinência e relevância, concordância positiva de: 0,85, 0,92, 0,97 e 0,97; negativa: 0,13, 0,09, 0,04 e 0,04; e concordância total: 0,75, 0,85, 0,94 e 0,94, respectivamente. Na modelagem linear multinível, o intercepto de cada critério foi: clareza, 0,87; equivalência semântica, 0,92; pertinência, 0,96; e relevância, 0,96. A concordância geral foi de 92,8%. Na validação de face as participantes concordaram com 80% dos itens e a proporção absoluta de concordância foi 67%. Em 38 de 40 itens (95%), mais da metade relataram que compreenderam bem ou muito bem. Na análise da dimensionalidade, a matriz de correlação policórica constatou duas dimensões com resultados significativamente melhores que o modelo unifatorial (Dc2 33=145,9, p<0,001). O primeiro fator explica 35% da variância com itens referentes aos cuidados recebidos (com o bebê, pela enfermagem e pelos médicos); e o segundo fator, explica 17% da variância com itens sobre a satisfação com ela própria e o parceiro. Foi encontrada elevada comunalidade para a maioria dos itens (0,36 a 0,71 para o fator 1 e 0,50 a 0,28 para o fator 2). Obteve-se o alfa de Cronbach para os fatores 1 e 2, respectivamente, de 0,96 e 0,92; e ômega de McDonald, respectivamente, de 0,96 e 0,89. A confiabilidade total do coeficiente de fidedignidade ômega foi de 0,97. Conclusão: Foi elaborada e validada a versão em português brasileiro da escala MCSRS, apresentando duas dimensões no instrumento analisado.

Juliana De Freitas Leite

Orientador: Prof. Dr. David Baptista da Silva Pares


Título da tese: Predição Da Pre Eclampsia No Primeiro Trimestre Utilizando As Seguintes Variáveis: Características Maternas, Pressão Arterial Média E Dopplervelocimetria Das Artérias Uterinas

Resumo da tese: Objetivos: Avaliar o desempenho do algoritmo de rastreamento da PE no primeiro trimestre da Fetal Medicine Foundation Londres em uma amostra da população brasileira, utilizando as variáveis: características maternas, pressão arterial média (PAM) e Dopplervelocimetria das artérias uterinas. Método: Estudo de análise retrospectiva de um estudo prospectivo observacional. O estudo temático original avaliou 701 gestantes na ocasião do exame morfológico do primeiro trimestre. Foram excluídas 96 pacientes, totalizando 605 para nossa avaliação. De todas elas, foram obtidas informações quanto aos antecedentes clínicos e obstétricos, a PAM e o índice de pulsatilidade médio (IP médio) das artérias uterinas. Essas variáveis foram inseridas no programa da FMF e calculados os riscos de cada paciente para PE. Os grupos foram formados de acordo com a idade gestacional que ocorreu o parto, na presença de PE. Grupo 1 (controle): 571 pacientes sem distúrbios hipertensivos. Grupo 2 (n=7); parto antes de 34 semanas. Grupo 3 (n=17); parto antes de 37 semanas (inclui as pacientes do grupo 2 e as que tiveram PE com parto entre 34 e 37 semanas). Grupo 4 (n=34); parto antes de 42 semanas (inclui as pacientes do grupo 3 e as que tiveram PE com parto entre 37 e 42 semanas). Resultados: A sensibilidade obtida através da combinação das variáveis características maternas, PAM e IP médio das artérias uterinas na detecção da PE foi de: 71,4% no Grupo 2, 50% no Grupo 3 e de 41,2% no Grupo 4 (FP 10%). Conclusões: O desempenho preditivo alcançado utilizando essas variáveis demonstrouse inferior em relação aos resultados obtidos pela FMF, em amostra brasileira. Entretanto, o método do nosso estudo, sem marcadores bioquímicos, é mais acessível à nossa população.

Mirela Douradinho Fernandes

Orientadora: Profa. Dra. Cristina Aparecida Falbo Guazzelli


Título da tese: Concentração De Adipocinas E Varáveis Do Estado Nutricional Em Gestantes Adolescentes

Resumo da tese: Existem indicações de que a concentração sanguínea de Adiponectina e Leptina se relacionam tanto com mudanças fisiológicas como com intercorrências clínicas durante a gestação, entretanto estas moléculas ainda não foram avaliadas em adolescentes. A gestação na adolescência vem sendo mencionada como um problema de saúde pública e assim são necessários estudos nesta população. Objetivo: Determinar os níveis séricos de Adiponectina e Leptina nos três trimestres da gestação de adolescentes. Avaliar a relação destas adipocinas com o IMC prégestacional, ganho de peso gestacional, o peso no momento da coleta e com peso do recém-nascido. Métodos: Este estudo foi tipo coorte prospectivo e avaliou gestantes adolescentes eutróficas nos três trimestres gestacionais. Foram avaliadas as concentrações séricas de Adiponectina e Leptina, pelo método de ELISA. Resultados: Foram selecionadas 62 gestantes adolescentes. A concentração sérica de Adiponectina apresentou diferença significante entre os trimestres da gestação e, com evolução da gravidez os níveis séricos dessa molécula reduziram de forma significante (p=0,003). Os níveis séricos de Leptina aumentaram com a progressão da gestação (p<0,0001) e apresentaram correlação positiva com IMC pré-gestacional, com o ganho de peso total, com o peso das participantes no momento da coleta e com o peso dos recém-nascidos. Conclusão: Foi observado que as concentrações séricas destas Adipocinas têm comportamento similar ao visto em gestantes adultas. Os níveis séricos de Adiponectina reduziram com o aumento da idade gestacional e não houve correlação com as outras variáveis. A concentração sérica de Leptina se elevou ao longo da gestação e se correlacionou positivamente com todas as outras váriaveis avaliadas.

2017

Aline Paschoal Costa

Orientadora: Profa. Dra. Mary Uchiyama Nakamura


Título da tese: Avaliação Quantitativa da Extensibilidade da Musculatura do Assoalho Pélvico de Gestantes com Medidor da Elasticidade Perineal

Resumo da tese: Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar as medidas obtidas da extensibilidade da musculatura do assoalho pélvico de gestantes através do aparelho Epi-no® com as do aparelho Medidor da Elasticidade Perineal (MEP). Métodos: Este foi um estudo observacional transversal com amostra consecutiva, no qual foram incluídas 62 gestantes hígidas entre 20 e 40 anos e idade gestacional entre 35 e 40 semanas. Foram excluídas pacientes com déficit cognitivo e/ou doença neurológica, as com malformação urogenital, com queixa clínica de vulvovaginite, as que apresentaram alergia ao látex e as que tinham programação para cesárea na gravidez vigente, a exemplo de cesárea iterativa. Os métodos utilizados foram a avaliação da extensibilidade perineal a partir da avaliação com o Epi-no® e com o MEP. Uma fórmula baseada em método de regressão linear foi desenvolvida a fim de descrever a relação, em forma de equação e obter um valor ajustado do Epi-no® a partir dos valores do MEP. Além disso, a correlação de Pearson foi usada para verificar o grau de relacionamento entre ambas as variáveis. Resultado: A população estudada tem predominância de pardas e brancas, casadas ou amasiadas, multigestas, multíparas e com ensino médio completo. Em relação às medidas obtidas a partir da perimetria do balão do Epi-no®, observamos uma média 18,9 cm. No que se refere à comparação entre os aparelhos estudados, como os dados analisados são de distribuição normal, realizou-se a análise de correlação de Pearson. O valor obtido (0,621) mostra que existe relação entre as variáveis, no entanto, trata-se de uma correlação moderada. Tal achado não foi confirmado com o teste de correlação de Kappa, ao classificar as medidas em três grupos e identificou correlação leve (períneos com restrição, extensibilidade moderada e boa extensibilidade). Conclusão: Ao comparar as medidas obtidas a partir da mensuração da extensibilidade da musculatura do assoalho pélvico de gestantes através do aparelho Epi-no®, com as medidas obtidas pelo MEP, foi observado que há relação entre ambos, de uma concordância leve a moderada.

Ana Geisa Santos De Angelo

Profa. Dra. Silvia Daher


Título da tese: Avaliação Quantitativa e Qualitativa de Monócitos em Pacientes com Diabetes Mellitus Gestacional

Resumo da tese: Introdução: Alterações imunológicas com desenvolvimento de perfil predominantemente inflamatório parecem estar envolvidas na fisiopatologia do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). A participação de monócitos e de seus mediadores neste processo ainda não foi esclarecida. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil de monócitos em sangue periférico de pacientes com DMG e, compará-lo com o de gestantes saudáveis e de não gestantes. Para tanto, quantificamos e avaliamos a expressão de TLR-4, da quimiocina CCR2 e de citocinas (TNF-A, IL-6 e IL-10) em monócitos circulantes de gestantes com e sem DMG e em mulheres não gestantes saudáveis. Métodos: Este foi um estudo do tipo transversal analítico. Foram selecionadas pacientes cursando o 3º trimestre da gestação, saudáveis e com DMG, e um grupo de mulheres não gestantes saudáveis. Foi coletado sangue periférico para avaliação quantitativa de monócitos totais e suas subclasses, e também para caracterizar a expressão fenotípica espontânea e pós-estimulação por lipopolissacarídeo (LPS) de TLR-4, CCR2 e de citocinas nestas células. Todas as participantes realizaram teste de tolerância oral a glicose com 75g (TTOG) até a 20ª semana de gestação, e o diagnóstico de DMG, foi estabelecido segundo os critérios do IADPSG. Foram avaliadas as porcentagens de monócitos total (CD14+ ), clássicos (CD14+CD16-), intermediários (CD14+CD16+) e não clássicos (CD14+CD16++) por citometria de fluxo. A mesma técnica foi utilizada para avaliação da expressão espontânea e pós-estimulação por LPS de TLR-4, CCR2, TNF-A + , IL-6 + e IL-10+ em todas as subclasses. Para a análise estatística foram utilizados os testes t de Student, One-Way ANOVA, Kruskal-Wallis, χ 2, correlação de Pearson. O nível de significância foi estabelecido em p<0,05. Resultados: Foram incluídas 38 pacientes cursando o terceiro trimestre de gestação, sendo 20 saudáveis e xv 18 pacientes com DMG, além de 18 mulheres não gestantes em idade reprodutiva. Os grupos controle e com DMG apresentaram número menor de monócitos totais CD14+quando comparadas com o grupo não gestantes, tanto na expressão espontânea (6,30 +/- 2,37 x 6,67 +/- 1,81 x 11,95 +/-4,07, respectivamente, p<0,0001 - Teste One-way ANOVA), quanto após estímulo com LPS (Med: 5,37 x 5,24 x 9,74, Iq: 4,33 - 6,29 x 3,88 - 7,15 x 6,38 - 11,78 respectivamente, p=0,0005 – Teste Kruskal-Wallis). Não observamos diferença estatisticamente significante entre os grupos de estudo quando analisamos as demais subclasses de monócitos (clássicos, intermediários e não clássicos) em ambas as situações: produção espontânea ou estimulada por LPS. O grupo com DMG apresentou menor expressão de TLR-4 por monócitos clássicos quando comparado com os grupos controle e não gestantes (Med: 39,40 x 71,65 x 63,30, Iq: 11,33 -69,83 x 61,80 - 76,78 x 21,50 - 74,23 respectivamente, p=0,01 – Teste de Kruskal-Wallis). O mesmo ocorreu nos monócitos intermediários (Med:84,25 x 100,00 x 100,00, Iq: 56,10 - 100,00 x 87,00 - 100,00 x 87,50 -100,00 respectivamente, p=0,04 – Teste de Kruskal-Wallis) e, embora não tenha sido estatisticamente significante em monócitos não clássicos, observamos uma tendência a menor expressão de TLR-4 também nas diabéticas (Med: 88,70 x 100,00 x 100,00, Iq: 55,55 - 100,00 x 88,03 - 100,00 x 86,10 - 100,00 respectivamente, p=0,08 – Teste de KruskalWallis). Identificamos também níveis mais baixos de sCD14+no grupo controle quando comparados aos grupos DMG e não gestante (Med: 225,50x 779,20 x 1383,00, Iq: 152,90 - 274,90 x 229,80 - 1623,00 x 836,70 -1658,00, respectivamente, p<0,0001 – Teste de Kruskal-Wallis). Como esperado, identificamos alterações nos parâmetros laboratoriais nas gestantes diabéticas (hemoglobina glicada: 5,72 +/- 0,33 x 5,32 +/- 0,41 x 5,33 +/- 0,31, respectivamente, p<0,0001 - Teste One-way ANOVA; xvi glicemia de jejum 89,60 +/- 5,55 x 81,52 +/- 8,64, p=0,001 - Teste t de Student). Não foi demonstrada correlação entre as porcentagens de células CD14+ e os níveis de hemoglobina glicada e de glicemia de jejum. Conclusão: As pacientes com DMG apresentaram menor porcentagem de monócitos que espontaneamente expressavam TLR-4. Gestantes com e sem DMG apresentaram menor porcentagem de monócitos totais (CD14+ ) e, de monócitos que expressavam IL-10+ do que as não gestantes.

Camila De Moraes Borges

Orientadora: Profa. Dra. Silvia Daher


Título da tese: Avaliação Quantitativa e Qualitativa de Monócitos em Pacientes com Diabetes Mellitus Gestacional

Resumo da tese: Introdução: A fisiopatologia do Diabetes mellitus gestacional (DMG) é complexa envolvendo a participação de diversas células e mediadores imunes. Objetivo: Analisar o perfil de células Natural killers (NK) presentes no sangue periférico de gestantes com DMG. Métodos: Este foi um estudo do tipo caso-controle, que incluiu 39 pacientes normoglicêmicas (controles) e 36 com DMG cursando o 3º trimestre da gestação. As células NK CD56+16+ e suas subpopulações foram quantificadas e caracterizadas por citometria de fluxo e, após sorting foram analisadas a expressão de citocinas e quimiocinas por Multiplex. Avaliamos também a glicemia de jejum, insulina, e hemoglobina glicada. Resultados: Identificamos, correlação positiva entre a porcentagem de células NK CD16+CD56bright e os níveis séricos de IL-10 no grupo controle e entre esta subpopulação e as concentrações de TGF-B nas DMG. Quando comparamos as gestantes com sobrepeso entre si observamos que as diabéticas apresentavam maior porcentagem de células NK CD16+CD56dim e também correlação positiva entre a porcentagem de células NK CD16+CD56bright e os níveis séricos de TGF-B. Não observamos outras diferenças significantes entre os grupos. Conclusão: Neste estudo foi observado alteração no perfil de células NK e na secreção de citocinas em pacientes com sobrepeso e DMG, sugerindo que estes desequilíbrios acontecem quando estas duas condições clínicas estão associadas.

Marilim De Souza Bezerra

Prof. Dr. Edward Araujo Junior


Título da tese: Avaliação da geometria do coração fetal durante a gravidez por ultrassonografia tridimensional utilizando o modo de renderização STIC

Resumo da tese: Objetivos: Determinar a geometria do coração fetal ao longo da gestação segundo a medida dos seus ângulos internos por meio da ultrassonografia tridimensional (3D) pelo método spatio-temporal image correlation (STIC) renderização e avaliar as reprodutibilidades intra e interobservador dos ângulos cardíacos fetais. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo transversal com 250 gestações únicas normais entre 20 e 33 semanas e 6 dias. A partir do plano de quatro câmaras cardíacas, determinou-se varredura pelo STIC e pelo modo renderização foram avaliadas as medidas de oito ângulos do coração fetal, sendo eles: ângulo ápice ( A), ângulo base ( B), ângulo valva mitral ( VM), ângulo valva tricúspide ( VT), ângulo ventrículo esquerdo ( VE), ângulo ventrículo direito ( VD), ângulo átrio esquerdo ( AE) e ângulo átrio direito ( AD). Para os ângulos foram criados gráficos de dispersão em função da idade gestacional, com ajustes pelo coeficiente de determinação (R²). Para os testes de reprodutibilidade intra e interobservador, utilizou-se o coeficiente de correlação de concordância (CCC). Resultados: A média ± desvio-padrão da idade materna (anos) e a idade gestacional (semanas) foram 31,7 ± 4,9 e 26,3 ± 4,2, respectivamente. Observou-se pouca variação de todos os ângulos do coração fetal pelo STIC renderização com a idade gestacional com R² = 0,01 para ângulo ápice, R² < 0,01 para ângulo base, R² = 0,01 para ângulo valva mitral, R² < 0,01 para ângulo valva tricúspide, R² < 0,01 para ângulo ventrículo esquerdo, R² < 0,01 para ângulo ventrículo direito, R² < 0,01 para ângulo átrio esquerdo, e R² < 0,01 para átrio direito, respectivamente. Observou-se moderada/boa concordância intra e interobservador para a medida dos ângulos internos do coração fetal pelo STIC rendering, com CCC entre 0,74 e 0,93. Conclusão: O coração fetal não apresentou variação significativa de sua geometria ao longo da gestação por meio da ultrassonografia 3D pelo método STIC renderização, com moderada/boa reprodutibilidade intra e interobservador de suas medidas.

Ramon Vitor Cortez De Godoy

Orientadora: Profa. Dra. Silvia Daher


Título da tese: Avaliação Da Microbiota Intestinal E Sua Relação Com O Diabetes Mellitus Gestacional

Resumo da tese: Introdução: O diabetes mellitus gestacional (DMG) é a principal endocrinopatia da gestação, está associado a diversas complicações para mãe e para o feto. A microbiota intestinal materna participa de muitas funções no metabolismo, mas ainda não está estabelecido qual é o padrão de composição da microbiota de gestantes, e qual sua relação com o desenvolvimento do DMG. Objetivo: Avaliar e comparar o padrão da microbiota intestinal de gestantes saudáveis, gestantes com DMG e de não gestantes. Métodos: Este estudo transversal recrutou gestantes saudáveis e com DMG no terceiro trimestre gestacional e mulheres não gestantes. Foram avaliados os níveis séricos de fetuína-A e sCD14, e foram coletadas amostras de fezes para avaliação da microbiota intestinal. As concentrações séricas de fetuína-A e sCD14 foram mensuradas por ELISA, e as amostras de fezes foram avaliadas por sequenciamento de nova geração. Resultados: 80 participantes foram incluídas, sendo 18 não gestantes, 39 gestantes saudáveis e 23 gestantes com DMG. Comparando os grupos entre si observamos que os níveis séricos de fetuína-A foram mais altos no grupo de gestantes saudáveis, enquanto que as concentrações de sCD14 foram mais elevadas nas não gestantes. A análise da microbiota intestinal não apresentou diferenças significantes entre os grupos em relação a filos e gêneros, porém o grupo de gestantes com DMG apresentou maior riqueza e diversidade nos índices de alfa diversidade Conclusão: Este estudo mostra tendência a uma microbiota eubiótica no grupo de não gestantes, e aumento da diversidade microbiana nos grupos de gestantes saudáveis e com DMG, que apresentaram uma composição semelhante através da análise realizada.

Tatiana Emy Nishimoto Kawanami Hamamoto

Orientador: Prof. Dr. Antonio Fernandes Moron


Título da tese: Relação Entre As Dimensões Do Timo Fetal E Os Marcadores Ultrassonográficos Cervicais De Risco Para Parto Pré-Termo

Resumo da tese: Introdução: O diabetes mellitus gestacional (DMG) é a principal endocrinopatia da gestação, está associado a diversas complicações para mãe e para o feto. A microbiota intestinal materna participa de muitas funções no metabolismo, mas ainda não está estabelecido qual é o padrão de composição da microbiota de gestantes, e qual sua relação com o desenvolvimento do DMG. Objetivo: Avaliar e comparar o padrão da microbiota intestinal de gestantes saudáveis, gestantes com DMG e de não gestantes. Métodos: Este estudo transversal recrutou gestantes saudáveis e com DMG no terceiro trimestre gestacional e mulheres não gestantes. Foram avaliados os níveis séricos de fetuína-A e sCD14, e foram coletadas amostras de fezes para avaliação da microbiota intestinal. As concentrações séricas de fetuína-A e sCD14 foram mensuradas por ELISA, e as amostras de fezes foram avaliadas por sequenciamento de nova geração. Resultados: 80 participantes foram incluídas, sendo 18 não gestantes, 39 gestantes saudáveis e 23 gestantes com DMG. Comparando os grupos entre si observamos que os níveis séricos de fetuína-A foram mais altos no grupo de gestantes saudáveis, enquanto que as concentrações de sCD14 foram mais elevadas nas não gestantes. A análise da microbiota intestinal não apresentou diferenças significantes entre os grupos em relação a filos e gêneros, porém o grupo de gestantes com DMG apresentou maior riqueza e diversidade nos índices de alfa diversidade Conclusão: Este estudo mostra tendência a uma microbiota eubiótica no grupo de não gestantes, e aumento da diversidade microbiana nos grupos de gestantes saudáveis e com DMG, que apresentaram uma composição semelhante através da análise realizada.

2016

Kassia Martins Fernandes Pereira

Orientadora: Profa. Dra. Mary Uchiyama Nakamura


Título da tese: Identificação e sazonalidade dos constituintes de Kalanchoe pinnata (Lans) Pers. – planta com ação uterolítica e ansiolítica

Resumo da tese: Introdução: A planta Kalanchoe pinnata (Crassuláceas) tem enorme potencial de crescimento. É utilizada especialmente pela Medicina Antroposófica para transtornos de ansiedade, distúrbios do sono e para prevenir o trabalho de parto prematuro. O Ministério da Saúde recomenda mais estudos com plantas, a fim de ampliar o espectro de opções terapêuticas seguras aos usuários do SUS. Objetivos: Traçar um perfil fitoquímico da planta, avaliar sua composição e sazonalidade em diferentes meios de extração e épocas do ano. Métodos: As folhas de K. pinnata foram coletadas e extraídas em água fria, água quente, água etanol, seca metanol, suco concentrado (sem diluente), no verão e no inverno. O medicamento antroposófico também foi analisado. As amostras foram analisadas por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e Espectrometria de Massas. Resultados: Os constituintes da planta foram identificados como ácidos hidroxicinâmicos e flavonoides. Os componentes majoritários apresentaram-se nessa ordem de concentração: Quercetina 3-O-α-L-arabinopiranosil-(1→2)-α-L-ramnopiranosídeo, Ácido cumarilgutárico e Quercitrina. O medicamento também apresentou Quercetina 3-O-α-L-arabinopiranosil-(1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. Os teores das amostras apresentaram variações conforme meio de extração e época de coleta. As amostras em água etanol mostraram mais concentradas, na análise verão na totalidade de compostos; e na análise inverno, na concentração do componente majoritário. Não foi encontrado bufadienolídeo em nenhum extrato. Conclusão: A metodologia utilizada foi capaz de conhecer o perfil da planta. Os flavonoides foram a classe mais evidente; sendo mais concentrados em temperaturas altas, com bastante incidência solar. Os flavonoides parecem ser os responsáveis pelos efeitos observados em estudos e práticas clínicas, portanto, merecem atenção para outras pesquisas futuras.

Maria Carolina Andrade Maia

Orientador: Prof. Dr. Antonio Fernandes Moron


Título da tese: Avaliação ultrassonográfica do colo uterino no trabalho de parto pré-termo

Resumo da tese: Objetivo: Avaliar, pela ultrassonografia transvaginal, o colo uterino de pacientes com diagnóstico de trabalho de parto pré-termo, visando predizer o nascimento dentro de sete dias da admissão, antes de 34 semanas e antes de 37 semanas de gestação. Métodos: Foram incluídas no estudo, 95 mulheres com gestação única, membranas íntegras e diagnóstico de trabalho de parto entre 25 e 34 semanas e 6 dias de gestação. Foi procedida ultrassonografia transvaginal e analisadas as seguintes variáveis: comprimento do colo uterino em milímetros, escore zeta do comprimento do colo uterino, presença do sinal afunilamento, ausência do eco glandular endocervical e presença de sludge. Os resultados foram avaliados dentro de sete dias e antes de 34 e 37 semanas de gestação. Resultados: A mediana da idade gestacional na admissão foi de 31,9 semanas (variando entre 26 e 34 semanas e 6 dias). A mediana do comprimento cervical ao exame ultrassonográfico da admissão foi de 22,3 mm (variando entre 0 a 42,8 mm). Foram considerados curtos pelo escore zeta 60% dos colos avaliados. Observou-se sinal do afunilamento em 27,4%, ausência de eco glandular em 55,8% e presença de sludge em 6,3%. Evidenciou-se ocorrência do parto dentro de sete dias da admissão hospitalar em 13 (13,7%) casos. O parto antes de 34 semanas ocorreu em 16 (16,8%) casos e antes de 37 semanas 40 (42,1%) casos. A análise de regressão logística demonstrou como variável preditora independente significante de parto dentro de sete dias o comprimento do colo uterino em milímetros (OR 0,918; IC 95% variando entre 0,862 – 0,978; p=0,008). Para nascimento antes de 34 semanas, a idade gestacional na admissão hospitalar (OR 0,683; IC 95% variando entre 0,539 – 0,866; p=0,002) e antes de 37 semanas, a presença do sinal do afunilamento (OR 3,778; IC 95% variando entre 1,460 – 9,773; p=0,006). Conclusão: A avaliação do colo uterino pela ultrassonografia transvaginal teve correlação com a ocorrência de parto pré-termo, sendo capaz de auxiliar na distinção entre o verdadeiro e o falso trabalho de parto.

Mariana Negri

Orientadora: Profa. Dra. Cristina Aparecida Falbo Guazzelli


Título da tese: Avaliação Da Função Sexual Feminina Entre Adolescentes Usuárias De Método Contraceptivo

Resumo da tese: Introdução: Adolescência é um marco no desenvolvimento humano em que ocorrem as primeiras manifestações sexuais. A sexualidade nessa fase é um problema de saúde pública, no entanto, avaliação científica sobre função sexual dessa população é escassa. Objetivo: Investigar a função sexual de adolescentes em uso de método contraceptivo. Método: Estudo observacional, exploratório, analítico e transversal, realizado em serviço público de planejamento familiar. Foram investigadas adolescentes usuárias de método contraceptivo em atividade sexual com o mesmo companheiro no último mês e comparadas a adultas jovens. Utilizou-se o Índice da Função Sexual Feminina (IFSF) que avalia os domínios desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dispareunia. Resultados: Foram selecionadas 199 pacientes, sendo 128 adolescentes e 71 adultas jovens. Segundo dados do IFSF, o escore total foi de 26,5 (±5,9), sendo 26,6 (±5,7) para as adolescentes e 27,6 (±6,2) para as adultas jovens. O domínio satisfação apresentou resultado estatisticamente significante (p=0,009), com escores de 5,1 (±1,1) para as adolescentes e 5,2 (±1,5) para as adultas jovens. Enquanto que o domínio orgasmo apresentou o menor valor (4,0±1,5). Quanto à frequência de disfunção sexual nas adolescentes, 38,3% apresentaram valores indicativos para esses sintomas e 86,7% escore de desejo comprometido. Não observamos influência dos métodos contraceptivos na função sexual. Conclusão: Foi encontrado comprometimento da função sexual na minoria das adolescentes, sendo que a satisfação apresentou diferença entre os grupos. Os métodos contraceptivos não influenciaram na avaliação da função sexual.

Marieta Sodre Brookei

Orientadora: Profa. Dra. Mary Uchiyama Nakamura


Título da tese: Tradução e Validação Do Questionário De Empatia Warmometer Para o Português Brasileiro

Resumo da tese: Introdução: A relação médico paciente (RMP) é hoje um dos pontos chave para a melhoria da assistência à saúde pois contribui para um aumento da acurácia diagnóstica, da cooperação e colaboração do doente frente ao tratamento proposto, menores taxas de depressão, melhora da qualidade de vida e participação mais ativa do paciente para medidas de prevenção e promoção à saúde. A empatia clínica compõe um aspecto fundamental da RMP e é demonstrada entre outras, pela habilidade do profissional em compreender o meio no qual vive o paciente, incluindo suas perspectivas de vida e emoções. Objetivo: Tradução e validação do questionário de empatia clínica “WARMOMETER” para a Língua Portuguesa Brasileira. Métodos: Este estudo foi conduzido por meio de seis etapas, sendo estas: 1) Aprovação da autora, 2) Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, 3) Tradução para a língua portuguesa de acordo com o protocolo sugerido pela autora do artigo original, 4) Equivalência cultural, 5) Avaliação das propriedades de medida e 6) Estudo estatístico. Resultados: 32 pacientes participaram do estudo, sendo todas gestantes, do Ambulatório de Pré Natal em Antroposofia da UNIFESP. Quanto às propriedades de medida, a avaliação interobservador apresentou boa concordância, enquanto que a intra observador não mostrou boa correlação. Foi observada fraca correlação entre a autoavaliação de empatia do médico (IRI) e a avaliação feita pela o paciente (WARMOMETER) entretanto quando comparado ao padrão ouro de avaliação em segunda pessoa (CARE) foi observado um p<0,001. Conclusão: O questionário WARMOMETER traduzido para o português brasileira é um instrumento válido e sensível para avaliação de empatia médica em segunda pessoa.

Ohanna Ana Terasaka

Orientadora: Profa. Dra. Cristina Aparecida Falbo Guazzelli


Título da tese: Tradução E Adaptação Cultural Do Questionário Ortho Birth Control Satisfaction Assessment Toll Para O Português Brasileiro

Resumo da tese: Os contraceptivos hormonais possuem alta eficácia quanto à proteção sobre gestações não desejadas. No entanto, estima-se que em torno de 15 milhões de gestações não planejadas ocorram no mundo anualmente em usuárias de anticoncepcional hormonal oral. No Brasil, estima-se que 28% dos nascimentos foram não planejados e que 18 % foram indesejados. Acredita-se que muitas dessas gestações não sejam resultantes de falhas do método, mas sim de uso irregular ou incorreto, que pode ser decorrente da insatisfação da paciente. Para avaliar o grau de satisfação de métodos hormonais podemos aplicar questionários como o ORTHO-Birth Control Satisfaction Assessment Toll (ORTHO BC-SAT), que avalia através de oito domínios (facilidade de uso, efeitos colaterais, impacto menstrual, impacto no estilo de vida, adesão, confiança, satisfação preocupações sobre fertilidade futura) o que pode interferir sobre seu uso. Objetivos: Traduzir e realizar adaptação cultural do questionário ORTHO BC-SAT para o português do Brasil. Material e métodos: Foi realizada a tradução, retradução, adaptação cultural e após foi realizada a revisão por um comitê de ginecologistas e realizada modificações. Foram criadas quatro versões que foram aplicadas a 195 pacientes do Setor de Planejamento Familiar da UNIFESP. A quarta versão, aplicada em 106 pacientes, simultânea a aplicação do WHOQOL-ABREVIDADO e foi submetida a análise psicométrica, com análise de de Cronbach, coeficiente de correlação intraclasse, média dos domínios, correlação entre domínios e correlação com o questionário WHOQL-Abrevidado. Resultados: A idade média das entrevistadas foi de 29,53 anos (DP=7,1), variando de 18 a 48 anos, com descio padrão de 7,1. Um total de 37,73% era da raça branca (autorreferida), seguida pela raça parda (30,18%). Na população estudada o método mais utilizado no momento da aplicação do questionário foi o contraceptivo hormonal oral (65,30%), seguido pelo injetável (21,42%). Os valores de α de Cronbach foram considerados satisfatórios variando entre 0,56 a 0,85 por domínio. A reprodutilibidade foi analisada em 24 pacientes variando entre 0,85 a 0,54, o domínio 6, confiança não apresentou valor adequado (0,24). A média dos resultados dos domínios foi semelhante ao trablaho do questionário em inglês com exceção domínio 6, confiança. O questionário pode ser correlacionado com o WHOQOL-ABREVIADO. Coclusão: O questionário foi traduzido e adaptado culturalmente para o português. Podendo ser utilizado na população estudada. Os testes psicométricos foram realizados mas novos estudos necessitam ser realizados, com uma amostra maior e em outras populações para maior aplicabilidade e compreensão no Brasil.

Soraia Guerra Silvares

Orientador: Prof. Dr. José Luiz Martins


Título da tese: Avaliação Histológica Da Parede Intestinal De Ratos Recém-Nascidos Após Exposição Às Condições De Hipóxia E Reoxigenação E A Modulação Pela N-Acetilcisteína

Resumo da tese: Objetivo: Avaliar o efeito modulador da N-Acetilcisteína em ratos recém nascidos (RN) submetidos às condições de hipóxia e reoxigenação (H/R) num modelo experimental de enterocolite necrosante através da avaliação histológica da parede intestinal. Materiais e métodos: Foram utilizadas 8 ratas prenhas e suas 70 crias, distribuídas em 5 grupos de estudo: grupo I: Controle (n=8), grupo II: H/R (n=10), grupo III: H/R - RN NAC (n=21), grupo IV: H/R- RN/M NAC (n=12) e grupo V: H/R - M NAC (n=19). Todos os grupos, exceto o controle, foram expostos às condições de hipóxia e reoxigenação, porém receberam NAC em momentos diferentes. Os animais dos grupos H/R foram submetidos em câmara de gás numa atmosfera com CO2 a 100% por 10 minutos e a seguir reoxigenados com O2 a 100% por outros 10 minutos, 2x/dia nos primeiros três dias de vida. No terceiro dia de vida os animais foram anestesiados, laparotomizados e os intestinos ressecados. Resultados: Os grupos H/R e NAC apresentaram alterações na parede intestinal em relação ao número de vilosidades e em relação à largura e altura das vilosidades quando comparados ao grupo controle, porém com melhor preservação das estruturas no grupo NAC. Conclusão: A administração de NAC diminui as lesões na parede intestinal de ratos submetidos a H/R.

2015

Ana Carolina Rabachini Caetano

Orientador: Prof. Dr. Luciano M. M. Nardozza


Título da tese: Avaliação Do Volume De Estruturas Cranianas Por Meio Da Ultrassonografia Tridimensional Em Fetos Com Restrição Do Crescimento

Resumo da tese: Avaliar os parâmetros do Doppler da artéria oftálmica (AO) em gestantes portando fetos com restrição do crescimento (RCF) e confrontá-los com aquelas que apresentam fetos com crescimento adequado para idade gestacional. Avaliar a correlação entre o fluxo da artéria oftálmica e a perfusão uterina por meio da dopplervelocimetria das artérias uterinas. Métodos: Realizou-se um estudo transversal do tipo caso-controle envolvendo 120 gestantes entre 32 e 40 semanas, sendo 60 portando fetos com restrição de crescimento e 60 gestações sem intercorrências. O diagnóstico de RCF baseou-se em uma estimativa de peso fetal abaixo do percentil 10 da curva de Hadlock. Foram avaliados os seguintes índices do Doppler da artéria oftálmica: IP, IR, PVS, segundo pico de velocidade (P2), VDF e RVP (Razão entre o segundo pico de velocidade e PVS). Foi utilizado os testes de Mann-Whitney ou t-Student para a comparação entre os grupos quanto às variáveis quantitativas e o teste qui-quadrado quanto às variáveis categóricas. No grupo de gestantes com RCF, 17 tinham alteração no Doppler da artéria uterina e 43 tinham artéria uterina normal. Resultados: O IP e o IR da artéria oftálmica em gestantes com RCF foram significantemente menores do que em gestantes com fetos de peso adequado. O PVS, P2 e RPV em gestantes com RCF foram significantemente maiores do que no grupo de gestantes com fetos de peso adequado. Comparando-se os dois subgrupos de casos, com artérias uterinas consideradas alteradas e normais, observou-se, avaliando todos os índices da AO, que não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. Conclusão: Observamos diferenças significativas nos parâmetros do Doppler da artéria oftálmica de gestantes com RCF em comparação com gestantes sem RCF no terceiro trimestre da gestação.

Carolina Pacheco Silva

Orientador: Prof. Dr. Luciano M. M. Nardozza


Título da tese: Avaliação Do Índice De Performance Miocárdica Em Fetos Com Restrição Do Crescimento

Resumo da tese: Objetivo: Avaliar o índice de performance miocárdica modificado em fetos com restrição do crescimento comparando-os com fetos adequados para a idade gestacional. Avaliar a reprodutibilidade intra e interobservador do método. Método: Realizou-se um estudo prospectivo transversal, tipo caso controle com 76 gestações únicas, em gestantes, entre 24 e 34 semanas, com gestação única, divididas em 3 grupos (controle, fetos com peso estimado abaixo do percentil 3 e aqueles com peso estimado entre os percentis 3 e 10). Para a estimativa de peso fetal (EPF), utilizou-se a fórmula de Hadlock 4. O índice de performance miocárdico modificado foi avaliado em todos os fetos. Todos os fetos avaliados apresentavam Doppler das artérias umbilicais dentro da normalidade. Em relação à reprodutibilidade do método usamos o coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e os gráficos de Bland-Altman. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante entre os valores encontrados do IPM-mod entre os fetos com restrição do crescimento abaixo do percentil 3 (0,36 DP ± 0,06), os fetos entre os percentis 3 e 10 (0,35 ± 0,05) e os fetos do grupo controle (0,32 ± 0,05) (p=0,072). Em relação a reprodutibilidade do método, o CCI intraobservador foi de 0,726 e o interobservador de 0,760. Conclusão: O IPM-mod é uma importante ferramenta para avaliação da função cardíaca fetal e os valores encontrados para fetos com restrição de crescimento com Doppler das artérias umbilicais normal e fetos com crescimento adequado não tiveram diferença estatisticamente significante, o que sugere que neste estágio da restrição estes fetos ainda apresentam função cardíaca dentro da normalidade. Este método de avaliação se mostrou reprodutível, porém requer um número substancial de aferições para um examinador inexperiente realizar a avaliação com competência.

Felipe Favorette Campanharo

Orientadora: Profa. Dra. Rosiane Mattar


Título da tese: Avaliação Do Volume De Estruturas Cranianas Por Meio Da Ultrassonografia Tridimensional Em Fetos Com Restrição Do Crescimento

Resumo da tese: Introdução: A gestação está associada a mudanças hemodinâmicas substanciais, e, em cardiopatas, essas podem levar a situações ameaçadoras à vida. Dados sobre morbidade materna grave relacionada às doenças cardíacas são escassos no mundo e Brasil. Objetivo: Avaliar a cardiopatia como fator causal ou agravante nas condições potencialmente ameaçadoras à vida e quadros de near miss materno na Rede Brasileira de Vigilância de Morbidade Materna Grave. Métodos: Análise secundária dos dados da Rede Brasileira de Vigilância de Morbidade Materna Grave, estudo multicêntrico que realizou vigilância prospectiva para identificar casos de morbidade materna grave utilizando critérios da Organização Mundial da Saúde. As variáveis estudadas incluíram características sociodemográficas, história clínica e obstétrica, desfechos perinatais, ocorrência de condições potencialmente ameaçadoras à vida e near miss materno/morte materna, sendo estas comparadas entre pacientes cardiopatas e não cardiopatas. A análise estatística foi realizada pelo teste qui-quadrado com ajuste para o efeito do design por clusters. Resultados: Apresentaram complicações graves relacionadas à gestação 9.555 mulheres, sendo 770 casos de near miss e 140 mortes maternas. Informações sobre condições cardíacas estavam disponíveis em 8.243 prontuários. Em 293 (3,6%) casos, a cardiopatia estava envolvida e em 82,6% era conhecida previamente à gestação. Near miss ocorreu em 15% das cardiopatas (na maioria, devido a causas clínico cirúrgicas; p<0,001) e em 7,7% das não cardiopatas (causas hemorrágicas e hipertensivas; p<0,001). Morte materna ocorreu em 4,8% das cardiopatas e em 1,2% das não cardiopatas. Conclusão: A doença cardíaca associou-se significativamente à ocorrência de morte materna e near miss materno.

Nayana Alves De Brito Melo Okasaki

Orientador: Prof. Dr. Luciano M. M. Nardozza


Título da tese: Avaliação Do Padrão Hemodinâmico Da Artéria Oftálmica Em Gestantes Portadoras De Fetos Com Restrição Do Crescimento

Resumo da tese: Avaliar os parâmetros do Doppler da artéria oftálmica (AO) em gestantes portando fetos com restrição do crescimento (RCF) e confrontá-los com aquelas que apresentam fetos com crescimento adequado para idade gestacional. Avaliar a correlação entre o fluxo da artéria oftálmica e a perfusão uterina por meio da dopplervelocimetria das artérias uterinas. Métodos: Realizou-se um estudo transversal do tipo caso-controle envolvendo 120 gestantes entre 32 e 40 semanas, sendo 60 portando fetos com restrição de crescimento e 60 gestações sem intercorrências. O diagnóstico de RCF baseou-se em uma estimativa de peso fetal abaixo do percentil 10 da curva de Hadlock. Foram avaliados os seguintes índices do Doppler da artéria oftálmica: IP, IR, PVS, segundo pico de velocidade (P2), VDF e RVP (Razão entre o segundo pico de velocidade e PVS). Foi utilizado os testes de Mann-Whitney ou t-Student para a comparação entre os grupos quanto às variáveis quantitativas e o teste qui-quadrado quanto às variáveis categóricas. No grupo de gestantes com RCF, 17 tinham alteração no Doppler da artéria uterina e 43 tinham artéria uterina normal. Resultados: O IP e o IR da artéria oftálmica em gestantes com RCF foram significantemente menores do que em gestantes com fetos de peso adequado. O PVS, P2 e RPV em gestantes com RCF foram significantemente maiores do que no grupo de gestantes com fetos de peso adequado. Comparando-se os dois subgrupos de casos, com artérias uterinas consideradas alteradas e normais, observou-se, avaliando todos os índices da AO, que não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. Conclusão: Observamos diferenças significativas nos parâmetros do Doppler da artéria oftálmica de gestantes com RCF em comparação com gestantes sem RCF no terceiro trimestre da gestação.

Talita Micheletti Helfer

Orientador: Prof. Dr. Luciano M. M. Nardozza


Título da tese: CURVA DE REFERÊNCIA DO VOLUME DA GL NDULA SUPRARRENAL FETAL DA 24ª A 37ª SEMANA DE GESTAÇÃO PELA ULTRASSONOGRAFIA TRIDIMENSIONAL

Resumo da tese: Objetivo: Estabelecer valores de referência do volume da glândula suprarrenal (GSR) e do volume da zona fetal (ZF) da suprarrenal por meio da ultrassonografia tridimensional (US3D). Avaliar a repetibilidade intra e interobservador das aferições volumétricas da glândula suprarrenal e da zona fetal obtidas por meio da ultrassonografia tridimensional. Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo transversal com 204 gestantes saudáveis, com feto único, entre 24 e 37 semanas e 6 dias de gestação. Os volumes da GSR e da ZF foram obtidos utilizando o método Virtual Organ Computer-aided Analysis (VOCAL) com rotação de 30 graus. Para se estabelecer a curva de referência como função da idade gestacional (IG) foi utilizada regressão quantílica com ajuste pelo coeficiente de determinação (R2). A repetibilidade intra e interobservador foi avaliada utilizando coeficiente de correlação intraclasse (CCI). Resultados: A média desvio padrão para GSR e ZF foi 0,42 0,26 cm3 (0,04–1.22) e 0,10 0.07 cm3 (0,02–0.47), respectivamente. O melhor modelo de regressão quantílica para os volumes da GSR e da ZF em função da IG foi de primeiro grau: GSR = -0,937+0,041*IG (R2=0,124) e ZF = -0,201+0,009* IG (R2=0,127), respectivamente. Foi observada boa repetibilidade intraobservador para os volumes da GSR e ZF, com CCI = 0,996 e 0,989, respectivamente e boa repetibilidade interobservador, com CCI = 0,972 e 0,966 para GSR e ZF respectivamente. Conclusões: Foram determinadas curvas de referência de volume da GSR e da ZF por US3D entre 24 e 37 semanas e 6 dias de gestação, com boa repetibilidade do método.

Doutorado

2019

2018

2017

2016

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